3D: o design além da altura e da largura
“Apesar de o Brasil ser o primeiro em tempo de navegação na internet, a maioria das conexões ainda é discada. Então, quando criamos um site ou uma campanha on-line em 3D, precisamos nos preocupar muito com o peso e o processamento…”
   A Necessidade de criar ambientes cada vez mais interativos, e que permitam uma experiência completa do usuário, vem apeoximando o design digital do universo tridimensional.
O melhor exemplo destas transformações está presente no Second Life, um ambiente 3D que permite ao usuário criar uma vida paralela, através da utilização de personagens e objetos concebidos em três dimensões(altura, largura e profundidade).
Dessa forma, os profissionais envolvidos com o design para mÃdias interativas se deparam com um segmento que promete trazer oportunidades na criação e no desenvolvimento de novos projetos.
   Desafios envolvendo projetos 3D
Se por um lado à evolução da internet aponta para a tendência no uso de elementos tridimensionais, de outro devemos analisar o contexto para a sua efetiva utilização. Segundo os especialistas, atualmente existem alguns desafios para sua implementação.
O primeiro deles seria a capacidade de conexão no paÃs. “Apesar de o Brasil ser o primeiro em tempo de navegação na internet, a maioria das conexões ainda é discada. Então, quando criamos um site ou uma campanha on-line em 3D, precisamos nos preocupar muito com o peso e o processamento”, ressalta Sandro Rosa, diretor de arte na AgênciaClick (www.agenciaclick.com.br)
Outro desafio evolve o prazo de realização deste tipo de projeto. “Por um conhecimento ainda pequeno dos clientes (eles ainda não estão acostumados com toda essa evolução digital), os prazos para criação são muito pequenos. Esse conhecimento ainda pouco profundo também se reflete no próprio andamento do projeto. Não são raros os pedidos de alteração quando já estamos próximos da entrega final. Uma alteração nessa fase, pode representar um retrabrabalho quase completo, radical, praticamente um novo job”, afirma Sandro.
“Além dos desafios ’standard’ - peso, processamento e acessibilidade - um projeto web 3D fatalmente demandará mais tempo. Não podemos anular o fato de encaixar mais um passo no processo de desenvolvimento, principalmente quando se decide usar vÃdeos que geralmente consomem um bom tempo de renderização e tratamento. O bom é que, hoje, quando pensamos em 3D para web, não somos obrigados a pensar somente em filmes dentro do Flash para ilustrar um cenário ou coisa parecida, já existem ferramentas capazes de renderizar um plano em profundidade, com movimentação de câmeras e objetos 3D em tempo de execução pelo Flash, sem engolir o processamento da máquina do usuário. A compensação é que, de fato, o resultado final enche os olhos”, complementa Ludmilla Rossi, diretora geral da Mkt Virtual (www.mktvirtual.com.br).
Existe um perfil de projeto para uso do 3D?
A resposta entre os especialistas é unÃssona: não existe um perfil especÃfico. “Qualquer projeto web pode começar a enxergar a alternativa 3D. É a velha história de uma sacada genial, independente do projeto, público, objetivo ou quantidade de elementos produzidos em 3D”, diz Ludmilla.
No entanto, dois segmentos de mercado parecem ter saÃdo na frente e vêm utilizando com eficiência os benefÃcios oferecidos pelo 3D na web. “Um deles é o imobiliário, por suas necessidades de simulação e hiper-realismo, para impressionar o cliente e o ajudar na hora de decidir uma compra de apartamento ou casa que ainda está apenas na planta baixa. O outro é o automobilismo. Esse segmento descobriu no 3D uma forma econômica e eficiente de entregar uma experiência muito próxima da realidade ao consumidor. Os sites das montadoras próximas são hoje verdadeiros advergames, mais parecem games saÃdos de consoles de última geração”, destaca Sandro.
   Modelagem em projetos 3D
Assim como outras técnicas, não existe uma regra rÃgida que determina as etapas de modelagem de ambiente tridimensionais. Assim, a experiência dos profissionais aponta que a prática é a melhor maneira de se determinar os rumos a serem tomados.
No cotidiano de Sandro Rosa, a pesquisa aparece como um ótimo exercÃcio. “Esta é a principal etapa para se obter um grande resultado no seu projeto 3D. Antes de começar, pesquise muito para saber dirigir exatamente o caminho do seu projeto, se ele vai ter uma caracterÃstica de cartoon ou de hiper-realismo, qual vai ser a atmosfera da cena, o que você vai usar como textura de uma parede ou um chão. Quando estiver com todo esse material definido, comece os primeiros roughs de arquitetura do cenário, estudos para saber qual a maneira mas fácil de modelar um personagem ou produto. Depois de tudo modelado, vêm as aplicações das texturas e das luzes. Um projeto nunca é finalizado somente em 3D. Depois que você fez tudo isso, é a hora de fazer a pós-produção no Photoshop ou After Effects. Essas duas ferramentas muito importantes para se obter o melhor resultado final”.
A troca de idéias com outros profissionais na área reforçou tal idéia na caminhada de Ludmilla Rossi. “Já ouvi opiniões de diversos artistas a respeito de suas etapas na criação, e isso me parece muito pessoa à medida que se ganha intimidade com trabalhos desse tipo. No último projeto que desenvolvemos, havia uma cidade que era o cenário fixo do site. Começamos com um bom lápis e papel, desenhando os elementos de uma maneira genérica, apenas para servir de marcação. Depois disso, fizemos uma coleção de imagens, que serviriam na referência. Aà sim partimos para modelagem. Depois de todos os elementos modelados e animados, fomos para uma bateria de testes de renderização e, quando estávamos satisfeitos, fizemos uma breve pós-produção, que se resumiu em melhorar o contraste, as cores e os outros detalhes do vÃdeo já renderizado. Mas isso realmente não é uma regra”.
Requisitos necessários para se trabalhar com 3D na web.
Noções de geometria e programação. Para quem pretende meter a mão na massa, estes serão alguns dos conhecimentos necessários para a criação e o desenvolvimento de projetos tridimensionais.
“É necessário ter o domÃnio de uma ferramenta de produção 3D, bastante estudo sobre otimização de polÃgonos, textura e tudo que puder ser otimizado. O Flash, sem dúvidas, é também a melhor ferramenta, pois além de garantir a compatibilidade nos browsers, dá um ótimo suporte para trabalhar com vÃdeos. Também existe uma imensa comunidade de desenvolvedores empenhados em criar novidades para trabalhar com perspectiva de shapes e imagens (www.flashsandy.org), que garante uma ótima simulação 3D. Sem contar que, com uso de algumas estruturas, é possÃvel renderizar objetos complexos direto do Flash em tempo de execução. Em um dos últimos updates do FlashPlayer, a Adobe melhorou a suavização de texturas e bordas rÃgidas, garantindo ainda mais a qualidade final do 3D direto no stage”, relata Ludmilla.
“O profissional precisa ter uma noção de programação. Isso vai ajudar muito na hora de montar um site. Recomendo o trabalho em conjunto com as pessoas envolvidas diretamente com tecnologia. Também é necessário um conhecimento básico de geometria espacial e artes plásticas. Não é só um bom software que vai resolver sue problema com 3D na web. O 3D é só uma ferramenta para dar vida à sua criatividade”, finaliza Sandro.
Aplicando 3D na web.
Alguns sites que dão vida à criatividade.
Audi A5 (www.rhythmoflines.co.uk)
Get the Glass (www.gettheglass.com)
Audi R8 (www.audi.com/r8)
Stella Artois (www.ledefi-stellaartois.com)
Fonte: Revista WebDesign
Um grande abraço a todos e não se esqueça.
Pense alto, pois quem pensa baixo são os anões.
categoria(s): Tecnologia
